Quando se entende o aprumo do viver,
Os ventos sopram nas porteiras do amor,
Ainda porque mal se explica um bem-querer,
Loucamente amordaçado nas trevas da dor.
Estranhas palavras de um coração perdido,
Que decanta sua mágoa na mera incerteza,
De um dia sair ileso sob o olhar dividido,
Feito o desencanto de um amor sem presteza.
Se não sou dono de mim, o que dizer então de ti?
O coração amante não sabe falar,
Nem mesmo em que direção seguir,
Senão somente na mesma que o faz amar.
Mas meu canto não cessa posto que não me entrego,
Distorço as palavras e sai um verso lívido,
Imperfeito sempre que não renego,
A intensa mágoa de um coração perdido.
sábado, 19 de abril de 2008
Coração amordaçado.
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