segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Notícia do dia: Brasil é a 6ª economia mundial


Lendo as notícias do dia, esta me chamou atenção: "O Brasil ultrapassou o Reino Unido e conquistou o posto de sexta maior economia do mundo, de acordo com pesquisa amplamente divulgada pelas mídias britâncias nesta segunda-feira (26). É a primeira vez que o país europeu fica atrás de uma nação sul-americana, destaca o "Daily Mail".

Para nós, brasileiros, o que significa isto? Por enquanto, absolutamente nada!! Temos que entender a questão a partir de duas perspectivas: primeira, a que trouxe de ganho efetivo para a economia do Brasil e segundo, o que o povo brasileiro ganhou socialmente com isto. Penso que o crescimento econômico do Brasil é de baixo nível, isto é, motivado por uma estrutura econômica ainda arcaica que faz crescer uma média anual de no máximo 4%. Some-se a forte crise da economia europeia que afeta profundamente o Reino (ainda) Unido. O resultado desta é que um país cai demais de produção econômica, enquanto o outro cresce pouco, colocando o Brasil economicamente acima do Reino Unido.

No entanto, o que pesa mais é a progressão social do povo. E nesse sentido, o Brasil continua perdendo e feio para quase todos os países europeus e alguns latinos americanos. Não podemos nos iludir: ainda somos um país de uma massa miserável enorme, refém de um sistema político profundamente corrupto que produz regalias para os poderosos e mazelas para os pobres. Um país que tem duas maneiras de se fazer justiça: uma, recompensando os ricos e outra, punindo quase sempre os pobres. O saldo nada sádio é que vivemos num lugar cuja educação, sistema de saúde, segurança, transporte, habitação e previdência geram enormes desconfortos para quem mais precisam desses serviços.

Além disso, temos ainda um péssimo salário mínimo (que continuará péssimo em 2012 mesmo sendo R$ 622,00) e pagamos muito mal aos profissionais qualificados (professores, médicos, engenheiros etc.). Os professores da educação básica no Ceará, por exemplo, vão entrar 2012 recebendo menos do que três salários mínimos. É ou não uma vergonha?

Assim, fica difícil falar positivamente sobre o nosso país. Os ingleses não conhecem a nossa dura realidade social. Não quero me portar como um pessimista ou passar uma mensagem de desagrado. Mas não posso me omitir quando reconheço que vivemos numa realidade problematica e muitos de nós estão aquém dos benefícios necessários propalados pelo governo e mídia. Sem ilusão fica mais fácil de entender a realidade. Mas com ações poderemos construir melhores condições sociais. No futuro próximo, será o Brasil, o país de todos e sem misérias?

sábado, 24 de dezembro de 2011

E Jesus, o Cristo?


Por Carlos Henrique Carvalho
Por onde ando noto que o natal não passa de uma dia (como tantos outros) para consumir, dar demonstração de posses, poder ou luxúria. Nunca celebrar ou pensar sobre o significado intenso e ímpar deste dia. Só vejo comemoração da figura enjoadiça do papai noel, fetiche burguês decadente, assoberbado pela magia do capitalismo, mas nada de celebrar o nascimento de quem originou a forma de fé mais importante do ocidente: Jesus. Talvez, aí resida um importante momento de reflexão do que estamos fazendo da nossa vida. Muitas vezes, parar pra pensar também é necessário.

sábado, 26 de novembro de 2011

Mais uma piada da Apeoc


Por Carlos Henrique Carvalho

Professores, honestamente respondam: O que mais podemos fazer quando os direitos de uma categoria combalida como é a nossa são aviltados por quem de fato deveria cumprir o que determina a lei? Se não temos representantes políticos a altura que seja capaz de incentivar uma luta por melhorias na nossa estrutura de trabalho e de vida, o que restará a nós?
Se depender da categoria (APEOC) que diz representar os professores, estamos todos indo cada vez pior. É sem dúvida, a pior categoria de uma classe trabalhadora no Brasil, formada por indivíduos comprometidos em causas próprias, desinteressados em fazer o seu papel de defensor dos direitos dos professores.
Diante do quadro desolador, alguns questionamentos são fundamentais: o que fazer? Como lutar? Já que não há categoria que lute por nós, professores, devemos buscar outros meios de superar esta deficiência e fazer valer o direito mais que sacramentado.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Contra fatos...


Por Carlos Henrique Carvalho

Caminhando cada vez mais na contramão da Ordem e do Progresso, o Brasil ainda perpetua-se como um país de pobres e miseráveis, mas com governantes ricos. Evidentemente isto não se trata de uma novidade, apenas uma constatação crucial já aplicada pelo IBGE no censo de 2010: o povo não sabe escolher seus governantes e quase todos são oligarcas antigos que não cessam de sugar o dinheiro público ou novos que "administram" o Estado como se fosse o quintal de sua casa.
Nesse vai e vem, a miséria deita e rola sob os escombros de brasileiros famintos e massacrados por um sistema que não vem fazendo o mínimo necessário a minorização do mal-estar que vai repercutindo escandalosamente.
O país que vai sediar uma copa do mundo dentro de 2 anos e 7 meses e uma olímpiadas em 2016 (através do Rio de Janeiro) não é capaz sequer de dar conta de uma estrutura mínima em saúde, educação e benefícios que alberguem o seu povo.
Já passou da hora do povo abraçar político e passar a cobrar o que lhe falta. Enquanto tivermos governantes que se apossam do poder público, o abismo entre pobres e ricos tende a aumentar.

No link abaixo consta as estatísticas de 2010:

http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/condicaodevida/indicadoresminimos/sinteseindicsociais2010/SIS_2010.pdf

sábado, 15 de outubro de 2011

Dia do professor: dia de diálogo


No dia 15 deste mês comemora-se o dia do professor. Mas como não há motivos para comemorar, vamos falar um pouco da importância do diálogo na escola.

Inicialmente é preciso constatar que o diálogo proporciona o encontro das alteridades, das diferenças, sendo imprescindível para a construção do conhecimento, visto que ao ser por, justapor e contrapor pessoas de posturas e idéias distintas cria-se a possibilidade de alargar o horizonte do conhecimento. Neste sentido, a sacada genial de Paulo Freire nos coloca diante da perspectiva de reconhecer a necessidade de dialogar para aprender, dialogar para conhecer o mundo e os limites de nossa ação/criação.

Ao agirmos sobre o mundo e seus correlatos (homens e coisas) estamos diante do desafio de criar situações de transformação ou reprodução dos valores existentes. Criar é algo que motiva o homem a superar a sua realidade estabelecida e propor uma nova alternativa diante do que se encontra historicamente definido.

Assim, na escola cito dois modelos de atividades que se enquadram nesta perspectiva:

1. A interação professor e aluno: quando ocorre favorece o processo de ensino-aprendizagem. É necessário um vínculo afetivo para que se possa compreender as necessidades e o comportamento dos alunos, bem como suas limitações. Se há a valorização dos alunos, das idéias divergentes e soluções criativas para diversos problemas, e se é incentivado o surgimento de liderança entre os alunos, há um ambiente favorável ao aprendizado.

2. Seminários sócio-educativos: com a finalidade de garantir o protagonismo dos alunos na escola e na sociedade.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Em suspenso


Por Carlos Henrique Carvalho

Após mais uma reunião da categoria, os professores decidiram votar pela paralização da greve que já durava mais de dois meses. Não me interessa agora questionar se o resultado da votação foi manipulado ou não. O fato é que os professores retornam às aulas nesta segunda ao mesmo tempo em que começa agora uma nova luta: a da negociação de melhroia para a carreira, encabeçada pelo cumprimento do piso salarial e a progressão funcional por titulação.
Diante de todo o desenrolar da greve que pude acompanhar atentamente, embora, não tão ativo como queria, por conta dos compromissos na universidade, tornei-me cético em relação ao desfecho positivo para os professores. Tenho sérias dúvidas se o piso será pago e se realmente haverá uma proposta satisfatória. Agora, só resta esperar, já que com a APEOC não se pode contar.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

No seio da luta


A charge de Newton Silva reflete com clareza problemas que tem afetado a vida de milhares de brasileiros. Com a copa do mundo, o Estado tem se ausentado em cuidar dos problemas mais urgentes e necessários. O que mais tem se falado nestes dias é a greve dos professores do Ceará. Enquanto os professores exigem dentre outras questões, o cumprimento do piso salarial de 1.187 aprovado pelo STF, os governantes afirmam que não tem recursos para cumprir as exigências necessárias. Contraditoriamente, o discurso do governo é o de valorizar a educação, que a cada dia se torna pior e mal afamada, de tal modo que o governador da capitania do Ceará veio com uma conversa estúpida de propor aos professores trabalhar por amor, como se os mesmos em sua maioria não fizesse isso.
Na assembléia geral, o coro dos professores é unânime quanto a permanência da greve e a necessidade de uma vitória que minimize as dores sentidas no menosprezo dos políticos que ignora as necessidades desta categoria fundamental para a existência da sociedade.
Hoje, o grito dos professores tem que ser ouvido por todos e sentidos numa intensidade transformadora que faça a educação aflorar como uma realidade no seio do nosso combalido país.