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domingo, 15 de janeiro de 2012

Os rumos da vida












Por Carlos Henrique Carvalho

Entre os dias 2 e 7 de janeiro, estive juntamente com minha noiva, Lais, na bela cidade de Oeiras-PI para as últimas fases do concurso da UESPI (Universidade Estadual do Piauí). A priori, a nossa intenção era ficar somente até o dia 4, porém, como em Fortaleza acontecia a greve dos Policiais Militares, resolvemos esticar nossa estadia por mais alguns dias afim de aproveitar mais a cidade que deverá ser em breve, a nossa morada.

Gostei bastante da de Oeiras que foi a primeira capital do Piauí. Apesar do calor, pude notar que é arborizada, bucólica e tranquila, com muitas praças, prédios antigos e igrejas construídas em arte barroca. Lá se pode caminhar na rua a qualquer hora do dia ou da noite, sem medo.

Se tudo der certo, em breve estarei me mudando para lá.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Peregrinando







Por Carlos Henrique Carvalho


Estou em Natal desde 05/09, tendo passado por João Pessoa em 11/09 para ver o show do Scorpions no Sun Rock Festival. Por isso, durante a peregrinação - acompanhada - sempre bem vinda, escrevo menos, vivo e reflito mais sobre a vida e seus múltiplos sentidos, descobertas, encantamentos, desejos e tédios. Tudo o que temos e tudo aquilo que nos falta, mas que continuamos a buscar indefinidamente nos lampejos da inspiração, sem pressa, sem temores, a vida que segue a si, no estranho humor da brisa do fim de mais uma manhã.

terça-feira, 31 de março de 2009

Retorno


Após um período de recesso, no qual estive em Teresina estudando, pesquisando e conhecendo um pouco o costume e a cultura local, volto a postar no blog.

Acerca da cidade de Teresina não tive do que reclamar, afora o calor.

É evidente que a cidade está em fase de crescimento acelerado, mas convém mencionar que a frota de transporte público ainda precisa e muito melhorar, haja vista que o preço da passagem de ônibus é bem salgada, R$ 1,75 e a demanda é pequena em relação ao crescimento da população. Vale lembrar que este preço é praticado desde 1 de janeiro de 2009, quando o prefeito da cidade aumentou a tarifa sem avisar a ninguém.
As vias urbanas são boas, largas e comporta bem a frota de veículos que a cidade possui.

De negativo mesmo destaco a quase ausência de cultura artistica, teatros, cinemas, bibiotecas e livrarias. Para se ter uma idéia, o Centro de Convenções da cidade é uma caricatura de espaço para eventos, haja vista que cabem somente 500 pessoas. O governo local promete a construção de um novo CC, moderno e que supra a necessidade do crescimento que afeta o nordeste. Enquanto isso, fico na expectativa de poder conhecer melhor Teresina na próxima viagem.

A imagen corresponde à Av. João XXIII em Teresina.

Para saber mais:

http://www.meionorte.com/idovalsilva,data,2009-3-15.html

sábado, 21 de março de 2009

Peregrinando II - Lenda do Piauí





Qualquer lugar deste imenso Brasil guarda suas peculiaridades, características singulares e contradições. Também, por esse país afora podemos perceber a imensidade de histórias e mitos que ficam na memória do povo. Em Teresina, cidade belíssima, única capital nordestina que não se situa no litoral e uma das menos inseguras no país, banhada pelos rios Parnaíba e Poty, guarda na memória do seu povo, a lenda de Crispim da cabeça de cuia, uma lenda fascinante do povo piauiense.

"Crispim era um jovem rapaz, originário de uma família muito pobre, que vivia na pequena Vila do Poti (hoje, Poti Velho, bairro da zona norte de Teresina). Seu pai, que era pescador, morreu muito cedo, deixando o pequeno Crispim e sua velha mãe, uma senhora doente, sem nenhuma fonte de sustento. Sendo assim, Crispim teve que começar a trabalhar ainda jovem, também como pescador.

Um dia, Crispim foi a uma de suas pescarias, mas, por azar, não conseguiu pescar absolutamente nada. De volta à sua casa, descobriu que sua mãe havia feito para o seu almoço apenas uma comida rala, acompanhado de um suporte de boi (osso da canela do boi). Como Crispim jazia de fome e raiva, devido à pescaria fracassada, enfureceu-se com a miséria daquela comida e decidiu vingar-se da mãe por estarem naquela situação. Então, em um ato rápido e violento, o jovem golpeou a cabeça da mãe, a deixando a beira da morte. Dizem, até mesmo, que de onde deveria sair o tutano do osso do boi, escorria apenas o sangue da mãe de Crispim.

Porém, a velha senhora, antes de falecer, rogou uma maldição contra seu filho, que lhe foi atendida. A maldição rezava que Crispim transformasse-se em um monstro aquático, com a cabeça enorme no formato de uma cuia, que vagaria dia e noite e só se libertaria da maldição após devorar sete virgens, de nome Maria.

Com a maldição, Crispim enlouquecera, numa mistura de medo e ódio, e correu ao rio Parnaíba, onde se afogou. Seu corpo nunca foi encontrado e, até hoje, as pessoas mais antigas proíbem suas filhas virgens de nome Maria de lavarem roupa ou se banharem nas épocas de cheia do rio. Alguns moradores da região afirmam que o Cabeça de Cuia, além de procurar as virgens, assassina os banhistas do rio e tenta virar embarcações que passam pelo rio.

Outros também afirmam que Crispim ou, o Cabeça de Cuia, procura as mulheres por achar que elas, na verdade, são sua mãe, que veio ao rio Parnaíba para lhe perdoar. Mas, ao se aproximar, e se deparar com outra mulher, ele se irrita novamente e acaba por matar as mulheres.

O Cabeça de Cuia, até hoje, não conseguiu devorar nem uma virgem de nome Maria."

No lugar onde se encontram os rios Parnaíba e Poty, há um monumento em homenagem a esta bela lenda e um restaurante flutuante onde é possível apreciar as delicias da culinaria local.

Para conhecer um pouco mais veja em:

http://www.cabecadecuia.com/a-lenda-do-cabeca-de-cuia.html
http://www.guiateresina.com.br/canais/turismo/monumento-cabeca-de-cuia/
http://www.brasiliatur.com.br/teresina.htm

Carlos Henrique Carvalho

sábado, 14 de março de 2009

Peregrinando


Em função da minha temporada na cidade de Teresina-PI, o blog passa por um período de poucas postagens. Como ainda não sei quando retornarei à Fortaleza, sempre que possível postarei algo que tenha a ver com minha estadia em terras nordestinas.
Hoje, cruzei a ponte que separa Teresina no Piauí de Timon no Maranhão. Na imagem deste post, destaco a ponte metálica, uma raridade que cruza o rio Parnaiba.

Carlos Henrique Carvalho