
Ainda não sei do que se trata, mas aos poucos vou descobrindo. Resolvi fazer um, mas confesso que passado alguns dias não me habituei a usá-lo. Mas para manter a função do escritor em foco, pode valer a pena usar esse mais "novo" instrumento do mundo da web.
Em tempo: Twitter é uma rede social que permite aos usuários que enviem e leiam atualizações pessoais de outros contatos (em textos de até 140 caracteres, conhecidos como "tweets"), através da própria Web, por SMS e por softwares específicos instalados em dispositivos portateis como o Twitterberry desenvolvido para o Blackberry.
Entendeu? Nao? Sem problemas. Usando a gente descobre.
Abaixo, segue o link do meu twitter
http://twitter.com/peregrinonanet/
Por Carlos Henrique Carvalho
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
E o Twitter?
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quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Ainda sem o PV

Finalmente saiu o edital de licitação para a reforma do estadio Presidente Vargas (PV), o querido gigantinho do Benfica, bairro boemio da capital cearense.
Esperamos que depois de toda a demora, mais os entraves burocráticos habituais, possamos ainda em 2010, contar com a estrutura desse estádio. Agora é esperar para ver se ficará tão bonito quanto na imagem que aparece acima.
Por Carlos Henrique Carvalho
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sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Oito anos depois

Para não dizer que não falei de horrores, os EUA não esquecem o fatídico 11 de setembro, dia em que dois orgulhos (as torres gêmeas do World Trade Center) desta nação sucumbiram após dois aviões sequestrados chocar-se contra ela. Mas a pergunta que nunca cala é será que tal tragédia foi mesmo provocada por terroristas talibãs ou tudo não passa de uma armação do próprio governo estadunidense para desviar a atenção dos graves problemas políticos que passava o país naquele momento?
A verdade é que não me interesso mesmo em saber a resposta. O fato aconteceu e o interesse em escrever é tão somente para lembrar que não esqueci quando aproximadamente 9 da manhã do dia 11 de setembro, uma semana antes do meu aniversario, resolvo ligar a TV e me deparo com imagens de um prédio em chamas, que naquele momento jurava tratar-se de uma simulação computadorizada.
O tempo evidentemente passou, mas para aqueles que viveram o drama de ter perdido alguém naquele lugar, a vida pode ter deixado de fazer sentido.
A imagem foi extraída do site: g1.globo.com/.../Mundo/foto/0,,6125400,00.jpg
Qualquer coisa mais interessante ou não pode ser encontrada em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ataques_de_11_de_setembro_de_2001
Por Carlos Henrique Carvalho
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quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Sombra no deserto

“Ao passado vinte anos de vida”.
Há algum tempo perdi o medo das coisas mais banais, aprendi também a sustentar os passos e a assumir os erros que são meus. Ainda que o coração feneça em meio a um deserto, a força que me sustenta não morrerá jamais, pois é a mesma força que traz sentido a minha existência e move cada passo dado no caminho de poeiras e escombros que um dia trouxe perdas, sofrimentos, e com ele, um desespero inútil que pôs em risco a vida, mas que os dias seguintes sepultaram trazendo de volta a esperança de extinguir a dor.
Como uma sombra no deserto vou vagando sob o espectro da solidão. A solidão existe estando sob a companhia de um ente ou de um fantasma. A solidão não se explica: vive-se ou tenta enganar. Na verdade, Norman Brown um dia disse: “Toda a história do homem é um esforço para destruir a sua própria solidão”. Mas eu afirmo sem estupor: por mais que se esforce o homem não consegue reduzi-la a nada. A natureza humana está irremediavelmente presa a solidão.
O horror estampado na mente prenuncia a dor de uma vida inexorável, a própria existência permeada por dramas inadiáveis. A vida se torna mais sensível diante dos fracassos e a força deste explica porque uma alegria tem sempre um gosto efêmero, fugaz até libertar-se no vazio.
Caminho em passos lentos, porém retos, ciente de que amanhã poderei descobrir bem mais do que hoje sei. Apesar dos percalços, a vida vale à pena quando a liberdade não se apequena e as escolhas são sempre feitas. Sem as escolhas nunca saberíamos o limite entre um erro ou um acerto. A crença ou o desejo, a verdade ou a mentira? Será isso tudo o que há?
Mesmo que caia rente ao chão seco, no recôndito da alma unirei forças para me soerguer do cadafalso da ruína e fazer uma nova história sem perder a emoção da vida. A minha sombra luta no deserto, mas vive entre as ruínas e os corpos de um lugar abafado pela ousadia de um sonho outrora perdido. Os anos sucedem uns aos outros, mas aquele lugar continua o mesmo e reconheço que por conta dele, minha sombra vive um permanente processo de mutação e entre suor e lagrimas vou construindo um novo sentido para a vida: um sentido que ainda hei de descobrir sem sombra nem deserto.
Por Carlos Henrique Carvalho
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domingo, 6 de setembro de 2009
Agradecimento_Fenomenologia e arte 2009
Apos a realização do evento entre os dias 2 a 5 de setembro, que contou com a participação de conferencistas locais da UECE e nacionais da USP, UFPI e UFRB, além diversas mesas-redonda, de mostra de dança contemporânea, música, cinema em debate e o lançamento do segundo número dos cadernos Sartre posso colocar como positivo, o saldo final de mais um trabalho realizado pelo Grupo de Estudos Sartre (GES-UECE).
Apesar das dificuldades habituais na organização de um evento, a contribuição efetiva de todos aqueles que fizeram o colóquio acontecer foi fundamental para o sucesso do mesmo. Por isso, não poderia deixar de escrever esta mensagem de agradecimento a cada um desses incansáveis lutadores que ajudaram no que foi possível para que este evento tivesse êxito. Eis os nomes:
• Cristiane Marinho
• Eliana Sales Paiva
• Everton Barros
• Francisco Assunção
• Maurilene Gomes
• Paulo Marcelo
• Ravena
• Rummenigge Santos
Por fim, preciso também lembrar os apoios fundamentais que viabilizaram materialmente o evento.
• Banco do Nordeste
• Conselho Estadual de Educação do Ceará
• Direção do CH da UECE – Campus Benfica
• Livraria acadêmica
• Livraria Lua nova
• Núcleo de línguas da UECE
• PRAE E PROEX DA UECE
A todos aqueles que também contribuíram e que por algum motivo esqueci de incluir o nome, deixo meu agradecimento, cordial apreço e votos de muito sucesso.
Segue o video de encerramento do evento.
Por Carlos Henrique Carvalho
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quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Colóquio Fenomenologia e Arte

De 2 a 5 de setembro estarei trabalhando na organização do Colóquio Fenomenologia e Arte – Diálogo e criatividade que será realizado no Centro de Humanidades da Universidade Estadual do Ceará (UECE) em Fortaleza sob a chancela do Grupo de Estudos Sartre (GES-UECE). Neste evento, pretende-se fazer um resgate histórico, filosófico e artístico da fenomenologia e da arte no seio do diálogo e da criatividade ao mesmo tempo em que se dialoga a inserção da arte com a filosofia, mais especificamente a fenomenologia e as ciências humanas e vice-versa, bem como propor a problematização do sentido da existência da fenomenologia como ciência e método e da arte como elo fundamental que impulsiona a criatividade do ser humano.
Para saber mais veja no blog do evento
http://fenomenologiaearte2009.blogspot.com/
Por Carlos Henrique Carvalho
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sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Um pouco sobre a fenomenologia de Husserl

“... aprende-se o que é fenomenologia passo a passo, através da leitura, discussão, e reflexão... O que é necessário é mais simples: aprender o que se deve através de atitudes naturais, tentar descrever as apresentações sem pré-julgar os resultados tomando por garantia a história, a causalidade, intersubjetividade, e valor que ordinariamente associamos com nossa experiência, e examinar com absoluto cuidado a estrutura do mundo da vida diária para que possamos entender sua origem e sua direção... Há um senso legítimo no qual é necessário dizer que se deve ser um fenomenologista para poder compreender a fenomenologia.” (NATASON, 1998)
1. O que é fenomenologia?
A fenomenologia é o método que faz a mediação entre o sujeito e o objeto ou, dizendo de outro modo, entre o eu e a coisa. A partir da perspectiva que se deseja emprestar à realidade, ou à coisa, se podem distinguir três grandes linhas na fenomenologia: a transcendental, husserliana, a existencial, a partir de Jean-Paul Sartre e Maurice Merleau-Ponty, e a hermenêutica, cujos representantes maiores seriam Hans George Gadamer e Martin Heidegger. Segundo Husserl (1859 – 1938), fenomenologia é qualificada como “um retorno às coisas mesmas”. Nesse sentido, compreende-se uma conversão do olhar que se lança habitualmente sobre as coisas e que implica não mais falar delas mediante a tela de uma teoria prévia. Doravante, toda doutrina será subordinada à representação de um objeto que somente meu espírito constituirá: não se trata mais de explicar nem de analisar as coisas, mas de descrevê-las. Assim, a fenomenologia é uma descrição da estrutura específica do fenômeno, aparecendo como condição de possibilidade do conhecimento na medida em que a consciência constitui as significações no nível da apreensão empírica ou da constituição transcendental dos objetos.
De fato, a compreensão do projeto fenomenológico husserliano depende de que se compreenda primeiro como o filósofo apresenta a estrutura da consciência enquanto intencionalidade. Este conceito oriundo da filosofia medieval significa dirigir-se para, visar alguma coisa. Alguns estudiosos atribuem a doutrina da intencionalidade à escolástica representado por Guilherme de Ockham, embora Husserl tenha atribuído sua patente a Franz Brentano.
2. A doutrina da intencionalidade: a subjetividade como ponto de partida e o objeto como ponto de chegada
A consciência é intencional significa que “toda consciência é consciência de“. Logo, a consciência não é uma substância (alma), mas uma atividade constituída por atos (percepção, imaginação, especulação, volição, paixão, etc), com as quais visa algo. Assim, a consciência não é mais uma essência ou uma entidade, independente e abstrata, mas é seu próprio “conteúdo” que a funda. Em suas Investigações lógicas, Husserl deixava claro que “na percepção algo é percebido, na imaginação algo é imaginado, na enunciação algo é enunciado, no ódio algo é odiado, no desejo algo é desejado, etc.”. A afirmação de que a consciência não percebe no vazio, mas sempre a partir de alguma coisa corresponde a uma definição mais precisa desta como perspectiva. Perceber é ter uma intenção.
Husserl esforça-se por remontar a um cogito fundador de toda a filosofia e de todo saber. Após ter ido em direção aos fenômenos e ao termo da revelação de uma relação de reciprocidade entre a consciência e o objeto, trata-se de voltar ao sujeito pelo viés dos objetos que lhe são inerentes. Nesse sentido, é preciso colocar o mundo e todos seus correlatos em questão ou como disse Husserl: “pôr o mundo entre parênteses”.
3. Redução fenomenológica – epoquê.
Trata-se de uma operação pela qual a existência efetiva do mundo exterior é posta entre parênteses para que a investigação se ocupe apenas com operações realizadas pela consciência sem que se pergunte se as coisas visadas por ela existem ou não realmente. Em outras palavras, a redução é um conjunto de procedimentos metódicos que objetivam suspender tudo aquilo que está ou é dado. A redução diz Husserl, suspende “a tese natural do mundo”.(do grego thésis: posição, aceitação). A atitude natural é a atitude cotidiana de “tese do mundo”, ou seja, acredita-se espontaneamente que as coisas exteriores existem tais como são vistas; portanto, natural e espontaneamente “põe-se o mundo”. Pela redução, deixamos de dirigir o nosso olhar para os objetos tomados em si mesmos em seu ser inacessível (a mesa, a árvore, a cidade) para dirigir a atenção para os atos da consciência que nos permitem chegar até eles (nossa visão da mesa, nossa lembrança da árvore, nossa imaginação da cidade). A redução fenomenológica é uma conversão do olhar que nos permite chegar ao objeto vivendo-o segundo seu sentido para nós, segundo o valor que lhe atribuímos e sobre o qual não negamos nossa responsabilidade. A redução, articulada à suspensão, é antes um processo de encaminhamento, um método, do que um conceito ou parte de um sistema teórico. É preciso mesmo que se rejeite a imposição de qualquer sistema; tamanha seria a riqueza dos fenômenos que se afiguraria falta de retidão e lealdade anteceder a humilde interrogação dos fenômenos de um sistema que a priori controlasse a interrogação para melhor submeter o objeto da atenção e, portanto, do controle. Nicolai Hartmann chegou a afirmar: “nada pode ser de proveito senão a tendência de abeirar-se dos fenômenos de tão perto quanto possível, para aprender a vê-los na sua multiplicidade e para só depois retornar de novo às questões gerais”. Assim, a redução compreende dois procedimentos: uma redução eidética e uma redução transcendental.
3.1 Eidética – Idéias (eidos)
3.1.1 Noema – Objeto enquanto pensado
3.1.2 Noesis – Objeto enquanto tal: componente real.
Compreende uma técnica de variações livres de notas caracterizadoras dos processos individuais à essência desses mesmos processos – livres dos conceitos. No nível empírico, as noesis são atos psicológicos individuais para conhecer um significado independente. No nível transcendental as noesis são atos do sujeito constituinte que cria as noemas enquanto pura idealidades ou significações. Nessa medida, as noesis empíricas são passivas, pois visam uma significação pré-existente; as noesis transcendentais são ativas porque constituem as próprias significações ideais. Essas distinções permitem a Husserl elaborar a noção de ciência como conexão objetiva e ideal de noesis e noemas puros.
3.2 Transcendental – a existência das coisas é colocada em questão
Põe-se entre parênteses a crença na existência das coisas e na existência do mundo natural e de todos os seus correlatos. Por exemplo, o mundo dos seres matemáticos para alcançar o terreno firme da consciência pura em que o seu correlato que é o mundo se transforma em mero objeto intencional.
4. Como Husserl pensa o objeto?
4.1 Fático – Experiência. – O objeto está no mundo e não requer necessariamente a “força” da consciência para lhe dar sentido. É um puro fato.
4.2 Idéia – Intencionalizado pela consciência que através da linguagem explica ou dar o sentido ao objeto.
Referências Bibliográficas
BELLO, Angela Ales. Introdução à fenomenologia. Trad. Jacinta Turolo Garcia. Bauru: EDUSC, 2004.
DEPRAZ, Natalie. Compreender Husserl. Trad. Fábio dos Santos. Petrópolis: Vozes, 2007
HUISMAN, Denis. História do existencialismo. Trad. Maria Leonor Loureiro. Bauru: Edusc, 2001.
HUSSERL, Edmund. A Idéia da Fenomenologia. Lisboa: Edições 70, 1986.
____. La crisis de las ciências europeas y la fenomenología transcendental. Barcelona, España: Crítica, 1991
MURALT, André de. A metafísica do fenômeno. Trad. Paula Martins. São Paulo: Editora 34, 1998.
NATANSON, Maurice. Phenomenology and the Social Science. Volume 1.São Paulo: Natanson: Phenomenology and the Social Sciences.
Por Carlos Henrique Carvalho
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