
A arrogância governamental e sua predileção pelo desrespeito às leis do País são as verdadeiras culpadas pela greve dos professores da rede estadual e pelos transtornos decorrentes. Mesmo tendo sido derrotado na ação direta de inconstitucionalidade (ADIN) contra a lei que institui o Piso Nacional Docente, o governo insiste em não cumpri-la integralmente e propõe um ajuste que praticamente destrói a carreira dos mestres, com prejuízos inestimáveis à qualidade da educação pública.
Estes fatos põem em risco o futuro da educação pública no Ceará e a própria democracia. Pois se o governo quer impor uma estrutura de cargos e carreira sem dialogar com os professores, que são os sujeitos imediatamente implicados; se trata o amplo movimento de estudantes e professores como caso de polícia; se a imensa maioria dos deputados resolve atender, em regime de urgência, ao mando do governador, em detrimento do clamor de milhares de trabalhadores e estudantes... Estes são sinais claros de um regime de exceção que ameaça os direitos fundamentais de cidadania, democracia e liberdade.
Por isto, a diretoria da Sinduece repudia veementemente a conduta que o governo e a Assembléia Legislativa têm adotado para com a greve dos professores e coloca-se ao lado dos mestres e alunos que sustentam o movimento bravamente.
Ao mesmo tempo, convoca os professores da UECE a participarem do ato/passeata do movimento grevista que ocorrerá segunda-feira, dia 03 de Outubro, saindo da Assembléia Legislativa às 14 horas até o Palácio da Abolição.
PELA EDUCAÇÃO PÚBLICA DE QUALIDADE!
EM DEFESA DA DEMOCRACIA!
DIRETORIA DA SINDUECE
“Por trabalho digno, autonomia e democracia na universidade”
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Nota do SINDIUECE a respeito da greve
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sexta-feira, 30 de setembro de 2011
Uma trágedia sem verso nem prosa
As imagens acima dizem muito. Professores do Estado do Ceará, em greve há quase 50 dias tem sido tratados da forma mais cruel e desumana pelo governador da "capitania".O único fato positivo (é possível?) foi que o movimento grevista do interior que havia desistido da luta, voltou com força total. Ou seja, o governador pode ter ajudado a moldar o movimento grevista mais forte da história desse estado, que segundo o governante, é pobre, mas tem dinheiro para construir um inútil aquário e equipar a polícia com aparatos de luxo.
Hoje, tive que dar aula na Universidade (que não está em greve) fugindo de questões metafísicas, mas me concentrando precisamente numa abertura, num diálogo para fora da sala de aula, isto é, trabalhando a profunda necessidade de quando e como os alunos podem se engajar nesta luta, que não é simplesmente a de uma categoria tão massacrada como a nossa, mas de toda a sociedade.
O clamor aumenta a cada dia e se descobre a real urgência em dar uma atenção maior a educação. Porém, a posição do governador é no mínimo desastrosa e absurdamente prejudicial a formação de milhares de jovens, visto que ele vem literalmente destruindo a carreira do docente, impedindo o professor de melhorar a sua formação, bem como de lutar por um direito legítimo, justo e declaradamente legal.
A melhoria da educação passa por uma luta penosa de suor, sangue e lágrimas. Deixo aqui meu apoio aos professores agredidos de forma covarde e gratuita que lutam por um futuro melhor.
A LUTA CONTINUA, ATÉ A VITÓRIA!!!
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quinta-feira, 29 de setembro de 2011
A retomada da greve
Em nota, o sindicato APEOC convoca a todos para participarem desse momento histórico de luta e engajamento em prol da educação.
http://www.apeoc.org.br/capital-e-interior/4047-o-sindicato-apeoc-conclama-a-categoria-para-retomar-a-luta-com-toda-sua-forca.html
Sobre a greve de fome clique em:
http://www.opovo.com.br/app/fortaleza/2011/09/28/noticiafortaleza,2306277/professores-estaduais-ocupam-assembleia.shtml
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sábado, 24 de setembro de 2011
Pressão e continuidade da greve
Os professores da rede pública estadual decidiram não ceder à pressão do governador Cid Gomes, que impôs o fim da greve como condição para negociar a pauta de reivindicações com a categoria. Em assembleia, nesta sexta-feira (23), os profissionais votaram pela continuidade do movimento e estão dispostos a retornar às salas de aula somente depois de atendido o pedido pela valorização do magistério.
A assembleia da categoria, no ginásio Aécio de Borba teve início por volta das 8h desta sexta-feira e serviu para avaliar as propostas feitas pelo governador Cid Gomes, no Palácio da Abolição, na tarde da quinta-feira (22). Na ocasião, o governador havia dito que negociaria os principais ítens da pauta de reivindicações, mas colocou como imposição o fim da greve.
A categoria está dividida, mas a maior parte dos educadores votou pela continuidade do movimento paredista que segue por tempo indetermiado.
Agenda para a próxima semana
A categoria marcou atividades para a próxima semana, na militância por melhores salários, com a implantação do Piso Nacional do Magistério com repercussão em toda categoria.
Na quarta-feira (28) está programado um ato público, em frente ao Palácio da Abolição, a partir das 8 horas da manhã. Já na sexta-feira (30) os professores realizam uma nova assembleia de avaliação do movimento, a partir das 8h, no ginásio Paulo Sarasate.
Sem medo de multa
Durante a conversa com o governo, ontem (22) foi informado aos professores que, se não voltassem ao trabalho na próxima segunda-feira (26) começaria a ser cobrada a multa estipulada pela justiça, pelo descumprimento da ordem de suspender a greve. Sobre o assunto, o presidente do sindicato Apeoc, Anísio Melo, disse que a entidade de classe se responsabiliza pelas consequências.
Alerta da categoria
Na página oficial do sindicato Apeoc, na internet, os professores postaram a seguinte avaliação sobre a proposta do governador:
Meus colegas, professores, cuidado com a proposta apresentada à equipe de comando da greve. Pelo que entendi o que ficou acordado para apresentar na Assembleia Geral sobre a continuidade da GREVE é uma proposta vaga, ameaçadora, exclusiva, que desvincula o profissional do Ensino Médio dos demais companheiros de trabalho.Não estamos lutando por duas tabelas que divide a categoria, e sim, pela readequação do piso nacional ao plano de cargos e carreiras do magistério cearense, um direito adquirido que deve ser respeitado pelo governador.Desistir da greve,nestas condições impostas e ameaçadoras do senhor governador, não é viável.Já pensaram…por que manter uma tabela e deixar a outra para depois de voltarmos às aulas….Sera que ele não teve tempo para apresentar uma só tabela, O PLANO DE CARGOS E CARREIRAS DO MAGISTÉRIO respeitando a Lei Federal( Piso Nacional)……? Continuem a GREVE!!!PROFESSOR!CORAGEM E UNIÃO! E DETERMINAÇAO!!!!!
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domingo, 11 de setembro de 2011
11 de setembro: O dia em que a terra parou
Dez anos depois (o tempo é rápido, certeiro e cruel!!) ao pensar sobre tudo o que vivi, percebo que para a história, este acontecimento permanece como uma marca insuperável, visto que é o grande evento de nossa época. Nada foi tão importante ou intenso quanto o 11 de setembro de 2001 que varreu os edifícios gêmeos do World Trade Center.
Um dia, talvez, dentro da história de minha existência, algo o supere, mas por enquanto, nada chegou perto deste trágico e inesperado espetáculo.
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sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Greve: o poder de decidir
Após mais uma assembléia ocorrida nesta sexta, os professores do Estado do Ceará decidiram seguir firme e forte, mantendo a greve que já dura 36 dias. Segundo o Secretário Jurídico do Sindicato dos Professores do Ceará (APEOC), Sérgio Bezerra, na próxima quarta, dia 14 será realizado ato público na Praça do Ferreira onde os professores vão ministrar aulas de cidadania. Já na sexta-feira (16), a categoria se reúne em nova assembleia, às 8h, para decidir os rumos da greve.Aos poucos, os professores vão dando o exemplo de que não se pode esmorecer numa luta, sem uma conquista significativa para a classe. Também não se pode ceder as ameaças sem tréguas daquele que já deixou claro a sua profunda antipatia e o vil desprezo com a figura dos professores. Enquanto o governa-dor continuar tratando os professores como refugos do sistema, tentando confundir ou ameaçar o direito legítimo e justo de se fazer greve, toda luta torna-se não apenas necessária, mas questão de honra para uma classe tão combalida neste país "rico", mas repleto de misérias e mazelas criadas por inúmeras oligarquias que conduziram o Estado às más adminstrações.
Por isso, a melhor forma de se manifestar é protestando sempre contra os desmandos de quem deveria cumprir o que a Lei já nos assegurou.
PROFESSORES DO ESTADO, FORÇA SEMPRE!!!
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quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Negatividade que repercute
Enquanto isso, os professores do Estado fazem uma greve legítima que o governa-dor insiste em querer o fim. Para onde iremos com este tipo de figura pública? Já passou da hora de acabar com este tipo de postura, que arrota arrogância e soberba.
Com isso, quem perde é a educação de um modo geral. Está cada vez mais difícil ser professor, uma profissão que desgasta o homem e relega a sua condição a situações vexatórias diante da sociedade.
Por isso, não se pode ficar calado diante de agressões constantes, de rajadas de impropérios dirigidas contra aquele que leciona e forma a consciência do nosso país. Não se pode aceitar o jugo de ímpetos enlouquecedores daqueles que não estão nem aí para o professor. Os problemas da educação aumentam a cada instante em que o professor é esquecido pelo poder público. Temos que resgatar com urgência a dignidade, antes que ela se perca de vez nas poeiras da história.
Esta luta é de toda a sociedade, porque com bons professores podem surgir melhores cidadãos e consequentemente formar uma sociedade menos individualista, mais justa e engajada nos problemas do seu tempo.
Força aos professores do Ceará, que sua luta sirva de exemplo para um Brasil que quer crescer, mas sem esquecer a educação.
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