sábado, 31 de outubro de 2009

Palestra SESC Filsofia


Por Carlos Henrique Carvalho
"Precisamos colocar em suspenso, o dinheiro como motor do mundo..."
Na próxima quinta, dia 05/11 estarei debatendo a temática intitulada, A sociedade do medo, no projeto SESC Filosofia, direcionado ao público em geral, mas que tem como freqüentadores mais assíduos, os comerciários.
A escolha do tema a sociedade do medo é pessoal na qual elaborei uma serie de comentários tendo por base a filosofia de Zygmunt Bauman através da obra O medo liquido. Também mostrarei alguns exemplos clássicos de como essa sociedade do medo se afirma na mídia, cinema e música.
Quem se interessar em participar, o local da palestra é SESC (Rua Clarindo de Queiroz, 1740 – Centro, começa as 18 h e vai até as 21 h.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

A culpa é do solo


Por Carlos Henrique Carvalho
Até que ponto vai a inércia e a falta de ação política?

Em Fortaleza, há anos planeja-se a construção do hospital da mulher. Surgiram muitas falácias, criticas de todos os lados, a favor e contra a idéia, fizeram um projeto, deram inicio a obra em 2008 e ate agora nada de hospital. O problema não é o fato do hospital não se encontrar pronto, mas a desculpa que os responsáveis (não encontrei outra palavra melhor) pela construção da obra arrumaram para justificar o atraso: “falta de homogeneidade do solo sobre o qual está sendo construído o Hospital”. Em outras palavras, a culpa é do solo.

Fizeram anos de estudos técnicos no local (bairro do Jóquei Clube) para somente após iniciarem a obra descobrir que o solo não presta. O mais interessante, no entanto, são as noticias dando conta de que um relatório inicial do Tribunal de Contas da União (TCU) apontou desvio de verba de R$ 4,9 milhões. Segundo Matéria veiculada no dia 28/10/2009 pelo jornal O povo: “um trecho da obra está cedendo porque nele não foram colocadas estacas de sustentação de cimento e ferro, como deveria ter sido feito. Essa parte está sendo escorada de modo provisório para que não caia.”.
Agora, descobriu-se que o projeto necessita ser quase todo reformulado. E o poder vigente continua dizendo que isso é picuinha da oposição, mas ainda não atua no sentido de viabilizar um projeto de saúde pública.

Enquanto isso, o solo da nossa cidade recebe a culpa pelo fracasso dos que deveriam fazer algo. Como o solo não pode se defender afunda ainda mais a estrutura do que pode vir a ser o hospital da mulher.

Links das matérias:
http://blog.opovo.com.br/pliniobortolotti/hospital-da-mulher-obra-esta-mesmo-com-problemas/
http://opovo.uol.com.br/opovo/politica/924066.html

Ps: Foto de Rodrigo Carvalho

domingo, 25 de outubro de 2009

Tercetúla à tua ausência.



Por Carlos Henrique Carvalho

Guardei teu mais doce sorriso,
Na moldura de um porta retrato,
Relembrado pela chama da saudade.

Pois quando um dia, o tempo despertou,
A mácula do amor inacabado,
Sofreu meu coração, a tua ausência.

E ainda dilacera a dor no peito,
Pela distância que separa nossas almas,
Então, vivemos eternamente a fugir da dor.

Quando muitos momentos se vão,
Lembro daquele lindo olhar,
Guardado na fronte dos meus sonhos.

É assim que tento reviver você em mim.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Violência urbana no ocidente das próximas olimpíadas



“A violência, seja qual for a maneira como ela se manifesta, é sempre uma derrota”.(Jean-Paul Sartre)
Quando se trata de escrever sobre a violência, não têm cabimento criar um discurso inflamado e acusar simplesmente as problemáticas econômicas e sociais como fatores preponderantes no surgimento dos conflitos urbanos. No Rio de Janeiro, sede das olimpíadas de 2016, a guerra civil é um fato consumado que não dar pra contestar. O governo enquanto instituição de segurança pública, definitivamente não sabe como lidar com a violência. O despreparo é tão visível que o policial sai das academias ainda imaturo para enfrentar as situações cotidianas de riscos. Assim, cidadãos disputam espaços com os bandidos e as balas que voam a esmo, tirando a vida de cerca de 30 pessoas.
Enquanto isso, em junho de 2005, em Londres, sede das olimpíadas de 2012, aconteceu o pior ataque terrorista desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), quatro explosões atingiram o sistema de transporte da cidade, deixando ao menos 37 mortos e 700 feridos. A ação ocorreu um dia após a cidade inglesa ter sido eleita sede da Olimpíada de 2012. Evidentemente, a Inglaterra é bem mais desenvolvida econômica e socialmente que o Brasil e, nem por isso, a situação foi menos grave, o que evidencia que a violência é um problema cultural do ocidente e não exclusividade dos países menos desenvolvidos. Apesar das distâncias geográficas e econômicas entre Rio e Londres, a violência é comum nas cidades que serão as próximas as sediarem um evento de larga proporção social.
Portanto, não adianta inventar um discurso analisando o Rio como cidade despreparada para receber qualquer evento, se tanto por aqui quanto em Londres as tragédias se somam cotidianamente em meio a ilusão de um mundo melhor. Àqueles que desejam criticar e criar discursos virulentos diante dos problemas nacionais, antes de fazê-lo, parem de olhar para o próprio umbigo e descubra que do outro lado do mundo a situação não está tão boa e a grama do vizinho não é tão verde quanto se ver.

Por Carlos Henrique Carvalho

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Atemporalidade dos sentimentos


Por Carlos Henrique Carvalho


Relembrando Paul Valéry (1871-1945), filósofo, poeta e escritor francês, peguei em um dos meus cadernos antigos, anotações marcantes que nos conduz a pensar sobre a atemporalidade dos sentimentos. Releituras como essas nos fazem notar que por mais que o tempo mude as situações, os sentimentos continuam existindo, mesmo decaindo, mas nunca se extinguindo.


"Também acontece que a gente só compreende uma coisa tempo depois de tê-la perdido: um texto, uma intenção, uma pessoa, a própria pessoa. De repente, descobre-se o significado de um olhar que nos foi dirigido há anos passado, por alguém que nunca mais voltamos a ver ou o sentido de uma frase ou a beleza de um verso, que sabemos de cor desde a infância".

domingo, 11 de outubro de 2009

Amar você é...


Por Carlos Henrique Carvalho

Amar você é bem mais que flores e poesias,
É traduzir os anseios da pessoa amada,
Entender o que passa na mente e no coração,
Em todo o instante sem cobrar explicação.

Cúmplice imutável de todos os momentos,
Os risos, os choros e os afagos mil.
Um desejo insaciável de por muitas horas,
Dedicar-me a devoção desse amor.

Amar você é olhar sempre nos teus olhos,
E mostrar confiança no que sente o coração,
É jamais duvidar que esse amor um dia,
Perder-se-á nos rastros da saudade.

Ainda que a distância que separa os dois corações,
Supere o aprumo da eternidade,
Não quero jamais acreditar que tal sonho se foi,
Bafejado pelo destino dos inconsoláveis.

Amar você é sofrer sempre que nossos olhares,
Forem vítimas da distância indômita,
É lembrar da canção que marca a pureza do nosso amor,
E flutuar numa leveza indescritível ao som do amor sem fim.

É sentirmo-nos um ao outro nos instantes íntimos,
Buscar uma palavra para traduzir esse desejo,
E tudo o mais que se consome na emoção,
Porque amar você é se sentir sempre feliz.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

O IDH e o fracasso brasileiro


Resultado do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) divulgado no domingo aponta um pequeno retrocesso brasileiro. O IDH é uma medida comparativa que engloba três dimensões: riqueza, educação e expectativa média de vida. É uma maneira padronizada de avaliação e medida do bem-estar de uma população. Nas três dimensões do IDH, a área da saúde é a dimensão mais baixa que o Brasil tem. A expectativa de vida dos brasileiros (72,2 anos) é, por exemplo, mais de 10 anos inferior à expectativa japonesa (82,7).

O grande problema que constatamos é o alto índice de desigualdade social que dividem ricos e pobres. Países menores como Venezuela, Cuba, Uruguai, Argentina e Chile ocupam posições bem melhores que o Brasil.

Realmente, no Brasil não ha muito que melhorar. Tudo tem que ser melhorado. O progresso brasileiro tem sido bem mais lento que nos países vizinhos e o contexto de se fazer política precisa ser mudado urgentemente, antes que o atual quadro piore ainda mais.

Por Carlos Henrique Carvalho