segunda-feira, 13 de abril de 2009

Em Fortaleza não há o que comemorar





Interditado desde o dia 4 de fevereiro de 2008, o simpático estádio Presidente Vargas(PV), construído em 1941, continua sem uma solução. Enquanto isso, quando se "comemora" - se é que há algum motivo - o aniversário da cidade de Fortaleza, a prefeitura sequer sabe se manifestar objetivamente sobre o que fará para colocar o PV a disposição dos torcedores alencarinos.

Já se falaram em reformar, demolir e construir um novo. Mas o fato é que de falácia, os esportistas estão de saco cheio e não aguentam mais a inércia masoquista ou sádica dos políticos envolvidos na questão.

Com a capacidade oficial para 22.228 torcedores, o estádio que ganhou o apelido de gigantinho do Benfica (bairro onde se localiza)faz parte do patrimônio histórico da cidade e qualquer que seja o desfecho para o problema, tem que ser levado a sério e não tratado com o péssimo hábito do descaso.

Mas no final das contas, no andar da carruagem, só Deus sabe quando o estádio voltará a ser o alçapão dos clubes cearenses quando duelam com times de fora.

Enquanto isso, ontem no aterro da Praia de Iracema tivemos mais uma Big festa - big gastança - em "comemoração" aos 283 anos da cidade. É triste, mas não há como inventar políticos que façam jus ao voto que recebem.

A imagem 1, de cima para baixo é mostrada em dia de jogo; a segunda, uma visão geral do mesmo e a terceira imagem é relativa a entrada do estádio.

Para conhecer um pouco mais sobre a história do estádio veja em:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Est%C3%A1dio_Presidente_Vargas_%28Fortaleza%29


Para conhecer a situação atual do estádio veja também em:

http://www.opovo.com.br/opovo/esportes/822005.html

http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=614756

Carlos Henrique Carvalho

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Que Judas merece ser malhado?


O feriado da Semana Santa tem um significado especial para os cristãos. No século IV, algumas comunidades cristãs passaram a vivenciar a paixão, a morte e a ressurreição, o que exigia três dias de celebração, consagrados à lembrança dos últimos dias da vida terrena de Cristo. Jerusalém, por ter sido o local desses acontecimentos, é que deu início a essa tradição seguida pelas demais igrejas. Assim a sexta-feira comemora especialmente a morte de Jesus Cristo, o sábado era o dia de luto e o domingo era a festa da ressurreição.

Dos rituais mais praticados pelos católicos, a malhação de Judas merece ênfase. Consiste em surrar um boneco do tamanho de um homem, forrado de serragem, trapos e jornal, pelas ruas das cidades e, em seguida, atear fogo.

"O Judas queimado é uma personalização das forças do mal e constitui vestígio de cultos agrários, em muitas partes do mundo. Vários historiadores registraram o uso, quase universal, de festas de alegria no início e fim das colheitas, para obter melhores resultados nos trabalhos do campo.

Queima-se um manequim representando o deus da vegetação. Pela magia simpática, o fogo é o sol e o processo se destina a garantir às árvores e plantações o calor e a luz indispensáveis, submetendo a figura ao poder das chamas. O sacrifício do mau apóstolo é, então, uma convergência de tradições vivas no trabalho agrícola.

No Brasil, é costume antigo fazer-se o julgamento de Judas, sua condenação e execução. Antes do suplício, alguém lê o "testamento" de Judas, em versos, colocado especialmente no bolso do boneco. O testamento é uma sátira das pessoas e coisas locais, com graça oportuna e humorística para quem pode identificar as figuras alvejadas.

Judas, apóstolo traidor, cognominado Iscariotes por ser oriundo de Carioth, cidade ao Sul de Judá, já um ano antes da Paixão de Jesus tinha perdido a fé no Mestre, mas continuava a acompanhá-lo por comodidade e para ir furtando do que ofereciam aos apóstolos".

Neste sentido, quem hoje tem se comportado como um verdadeiro Judas, merecendo passar pelo ritual da malhação? Que políticos, religiosos, personalidades artisticas, esportivas ou simples anônimos tem agido de má-fé a ponto de ir pra fogueira?

A foto é de Eurico Dantas e pode ser encontrado em: http://extra.globo.com/blogs/fotografia/post.asp?t=malhacao-de-judas&cod_Post=53811&a=183

Para saber mais sobre esta brincadeira:

http://www.novomilenio.inf.br/santos/h0116.htm
http://www.ufsc.br/~esilva/BrincaJudas.html

Carlos Henrique Carvalho

terça-feira, 7 de abril de 2009

Entre o tempo e o vento


Por um breve instante fatídico,
Ainda teria força n'alma,
A tal ponto que o momento crítico,
Forçou-me a rever a vida com calma.

Entrevejos nuvens tensas,
Vagueia o pensamento pela solidão,
Não há ser que pensa o mundo,
Sonha e se refugia na imaginação.

Mas minha consciência ainda pesa,
Por fim, cai a máscara obscura,
Sobre o infinito, a desgraça e dor revezam,
E no tempo esvai a alma sob tortura.

Num último suspiro, o grito da dor,
E não sinto mais no rosto, o vento,
Até porque já se foi o dia do amor,
Mas para onde? Nao me disse o tempo.

Carlos Henrique Carvalho

terça-feira, 31 de março de 2009

Retorno


Após um período de recesso, no qual estive em Teresina estudando, pesquisando e conhecendo um pouco o costume e a cultura local, volto a postar no blog.

Acerca da cidade de Teresina não tive do que reclamar, afora o calor.

É evidente que a cidade está em fase de crescimento acelerado, mas convém mencionar que a frota de transporte público ainda precisa e muito melhorar, haja vista que o preço da passagem de ônibus é bem salgada, R$ 1,75 e a demanda é pequena em relação ao crescimento da população. Vale lembrar que este preço é praticado desde 1 de janeiro de 2009, quando o prefeito da cidade aumentou a tarifa sem avisar a ninguém.
As vias urbanas são boas, largas e comporta bem a frota de veículos que a cidade possui.

De negativo mesmo destaco a quase ausência de cultura artistica, teatros, cinemas, bibiotecas e livrarias. Para se ter uma idéia, o Centro de Convenções da cidade é uma caricatura de espaço para eventos, haja vista que cabem somente 500 pessoas. O governo local promete a construção de um novo CC, moderno e que supra a necessidade do crescimento que afeta o nordeste. Enquanto isso, fico na expectativa de poder conhecer melhor Teresina na próxima viagem.

A imagen corresponde à Av. João XXIII em Teresina.

Para saber mais:

http://www.meionorte.com/idovalsilva,data,2009-3-15.html

sábado, 21 de março de 2009

Peregrinando II - Lenda do Piauí





Qualquer lugar deste imenso Brasil guarda suas peculiaridades, características singulares e contradições. Também, por esse país afora podemos perceber a imensidade de histórias e mitos que ficam na memória do povo. Em Teresina, cidade belíssima, única capital nordestina que não se situa no litoral e uma das menos inseguras no país, banhada pelos rios Parnaíba e Poty, guarda na memória do seu povo, a lenda de Crispim da cabeça de cuia, uma lenda fascinante do povo piauiense.

"Crispim era um jovem rapaz, originário de uma família muito pobre, que vivia na pequena Vila do Poti (hoje, Poti Velho, bairro da zona norte de Teresina). Seu pai, que era pescador, morreu muito cedo, deixando o pequeno Crispim e sua velha mãe, uma senhora doente, sem nenhuma fonte de sustento. Sendo assim, Crispim teve que começar a trabalhar ainda jovem, também como pescador.

Um dia, Crispim foi a uma de suas pescarias, mas, por azar, não conseguiu pescar absolutamente nada. De volta à sua casa, descobriu que sua mãe havia feito para o seu almoço apenas uma comida rala, acompanhado de um suporte de boi (osso da canela do boi). Como Crispim jazia de fome e raiva, devido à pescaria fracassada, enfureceu-se com a miséria daquela comida e decidiu vingar-se da mãe por estarem naquela situação. Então, em um ato rápido e violento, o jovem golpeou a cabeça da mãe, a deixando a beira da morte. Dizem, até mesmo, que de onde deveria sair o tutano do osso do boi, escorria apenas o sangue da mãe de Crispim.

Porém, a velha senhora, antes de falecer, rogou uma maldição contra seu filho, que lhe foi atendida. A maldição rezava que Crispim transformasse-se em um monstro aquático, com a cabeça enorme no formato de uma cuia, que vagaria dia e noite e só se libertaria da maldição após devorar sete virgens, de nome Maria.

Com a maldição, Crispim enlouquecera, numa mistura de medo e ódio, e correu ao rio Parnaíba, onde se afogou. Seu corpo nunca foi encontrado e, até hoje, as pessoas mais antigas proíbem suas filhas virgens de nome Maria de lavarem roupa ou se banharem nas épocas de cheia do rio. Alguns moradores da região afirmam que o Cabeça de Cuia, além de procurar as virgens, assassina os banhistas do rio e tenta virar embarcações que passam pelo rio.

Outros também afirmam que Crispim ou, o Cabeça de Cuia, procura as mulheres por achar que elas, na verdade, são sua mãe, que veio ao rio Parnaíba para lhe perdoar. Mas, ao se aproximar, e se deparar com outra mulher, ele se irrita novamente e acaba por matar as mulheres.

O Cabeça de Cuia, até hoje, não conseguiu devorar nem uma virgem de nome Maria."

No lugar onde se encontram os rios Parnaíba e Poty, há um monumento em homenagem a esta bela lenda e um restaurante flutuante onde é possível apreciar as delicias da culinaria local.

Para conhecer um pouco mais veja em:

http://www.cabecadecuia.com/a-lenda-do-cabeca-de-cuia.html
http://www.guiateresina.com.br/canais/turismo/monumento-cabeca-de-cuia/
http://www.brasiliatur.com.br/teresina.htm

Carlos Henrique Carvalho

sábado, 14 de março de 2009

Peregrinando


Em função da minha temporada na cidade de Teresina-PI, o blog passa por um período de poucas postagens. Como ainda não sei quando retornarei à Fortaleza, sempre que possível postarei algo que tenha a ver com minha estadia em terras nordestinas.
Hoje, cruzei a ponte que separa Teresina no Piauí de Timon no Maranhão. Na imagem deste post, destaco a ponte metálica, uma raridade que cruza o rio Parnaiba.

Carlos Henrique Carvalho

domingo, 8 de março de 2009

Ao dia Internacional da mulher


"Não se nasce mulher, torna-se." (Simone de Beauvoir-1908-1986)

A imagem de hoje representa uma singela homenagem a escritora francesa Simone de Beauvoir, por sua defesa insofismável ao direito das mulheres do mundo. Através de sua obra "O segundo sexo" (1949), na qual constrói uma profunda análise sobre o significado da mulher na sociedade contemporânea, passando por temáticas polêmicas como a infância, puberdade, iniciação sexual, o prazer, o lesbianismo e o aborto, Simone de Beauvoir fez da sua existência, a trajetória que ergue a bandeira do feminismo e do direito da mulher sobre si mesma.

Carlos Henrique Carvalho